
NVIDIA recupera força após balanço: acima de US$ 220, o que vem a seguir?
O último balanço da NVIDIA superou mais uma vez as expectativas do mercado. Mas o que realmente impulsionou as ações não foram apenas os números do balanço trimestral já divulgados, e sim o forte sinal que a gestão deu sobre o crescimento futuro.
Balanço reacende expectativas de crescimento
A NVIDIA registrou receita de US$ 96,2 bilhões no segundo trimestre do ano fiscal de 2027, um aumento de 106% em relação ao ano anterior. A receita de Data Center atingiu US$ 89,0 bilhões, um aumento de 117%, enquanto o LPA não-GAAP ficou em US$ 2,22. A empresa também projetou aproximadamente US$ 108 bilhões em receita para o próximo trimestre, acima da expectativa anterior do mercado de cerca de US$ 105 bilhões.
O único ponto de leve cautela foram as margens. A NVIDIA espera uma margem bruta não-GAAP de cerca de 74% no próximo trimestre, abaixo dos 75% deste trimestre, já que as restrições de oferta e o aumento dos custos de memória podem continuar gerando pressão.
Isso também explica a forte volatilidade após o balanço. A NVDA caiu inicialmente cerca de 1% após a divulgação, mas reverteu rapidamente durante a teleconferência de resultados. A gestão indicou que o crescimento da receita no ano fiscal de 2028 ainda pode chegar a cerca de 70%, muito acima da expectativa anterior do mercado de cerca de 45%, ajudando a impulsionar as ações em até 4%.
A principal conclusão deste balanço, portanto, é que o mercado está mais uma vez elevando as expectativas para a durabilidade do crescimento da NVIDIA até 2027.
A estrutura técnica está mudando
A NVDA fechou em US$ 209,66 no dia anterior ao balanço, uma queda de 1,59% em relação a US$ 213,05. Após o relatório, o trading overnight empurrou as ações de volta para US$ 220, sugerindo que a área anterior de US$ 209 a US$ 213 pode agora se transformar em um suporte de curto prazo.
O primeiro nível importante a ser observado é US$ 220 a US$ 225. Se a NVDA conseguir se manter acima dessa zona durante o horário regular de trading, o gap pós-balanço pode evoluir de um movimento de curto prazo impulsionado pelo sentimento para um rompimento mais significativo.
Acima disso, a próxima zona de resistência fica em torno de US$ 225 a US$ 231. Essa área está próxima tanto da resistência técnica anterior quanto do limite superior do movimento implícito nas opções pré-balanço. Um rompimento com alto volume acima de US$ 231 pode reabrir o caminho em direção à máxima de 52 semanas perto de US$ 236,50.
Do lado da queda, US$ 213 é o primeiro nível-chave a ser observado. Foi um importante pivô de preço pré-balanço e agora serve como a primeira linha de defesa para o gap pós-balanço.
Abaixo disso vem a zona de US$ 209 a US$ 210. Um movimento de volta a essa área significaria que o mercado essencialmente apagou a maior parte da reação positiva pós-balanço.
O suporte de médio prazo mais importante fica em torno de US$ 200 a US$ 205. Um rompimento decisivo abaixo dessa zona sugeriria que a reprecificação impulsionada pelo balanço falhou e que a tendência de curto prazo está enfraquecendo novamente.
Estratégia de trading pós-balanço
Para traders que já mantêm posições long, US$ 213 pode ser usado como o primeiro nível dinâmico de controle de risco. Enquanto a NVDA permanecer acima dele, a estrutura de alta pós-balanço permanece intacta, com US$ 225 a US$ 231 se tornando a próxima zona de rompimento a ser monitorada.
Para traders que buscam entrar após o balanço, perseguir o gap overnight pode não oferecer a melhor relação risco-retorno. Duas configurações parecem mais atraentes.
A primeira é um recuo em direção a US$ 220 que atrai compradores rapidamente e se mantém. A segunda é um rompimento confirmado e com alto volume acima da zona de resistência de US$ 225 a US$ 231. A primeira favorece uma estratégia de trading de entrada em recuo, enquanto a segunda é mais adequada para traders de momentum.
Se a NVDA avançar para US$ 225 a US$ 231, mas reverter rapidamente e cair abaixo de US$ 220, os traders devem estar alertas para um padrão clássico de gap e queda pós-balanço. Um rompimento adicional abaixo de US$ 213 justificaria a redução da exposição de curto prazo, enquanto um movimento abaixo de US$ 209 sinalizaria que o rompimento do balanço falhou em grande parte.
Nesta fase, a questão principal não é mais se a NVIDIA entregou um balanço forte. A questão mais importante é se US$ 220 pode se tornar uma nova plataforma de preço.
Se a ação se mantiver acima de US$ 220, US$ 231 e US$ 236,50 se tornam os próximos alvos de alta. Se cair abaixo de US$ 213, no entanto, o mercado pode estar retornando ao padrão familiar visto nos trimestres anteriores: balanço forte, mas acompanhamento limitado no preço das ações.
- Balanço reacende expectativas de crescimento
- A estrutura técnica está mudando
- Estratégia de trading pós-balanço


